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  • 07/08/13--20:26: A dor do outro não é nossa
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    No exato momento em que escrevo este texto, é provável que muitas pessoas estejam sofrendo algum tipo de agrura, inclusive eu. Mas e daí? Quem se importa com a dor dos outros? Acho tudo uma grande hipocrisia essas senhoras, jovens e rapazes que dizem sentir a dor do outro. Quanta mentira.

    E daí que o menino boliviano morreu? Quem, exceto a família dele, está acordando todas as manhãs e procurando o pequeno Bryan em seu bercinho, ou caminha? Quem está preocupado com o aposentado que está na U.T.I entre a vida e a morte, por ter sido agredido por um morador de seu condomínio? Quem, a não ser a velhinha que perdeu seu companheiro de longos anos, e agora terá que pegar no sono sem o braço de seu "velho" para repousar a cabeça?

    Por que fingimos sofrer, quando na verdade só estamos sendo politicamente corretos, e tentando mostrar para o mundo que não aceitamos tais atos, quando em nossas mentes inescrupulosas estamos aliviados por não ter sido conosco a tragédia. "Gratos a Deus" por ele ter batido na porta do vizinho... e não na nossa.

    A única dor que sofremos de verdade é a nossa própria, e às vezes ela e tão pequena que não merece atenção de ninguém, e isso nos incomoda. Queremos que sofram conosco, queremos aquele minuto de silêncio em nossa homenagem, queremos cair dentro do caixão e ser enterrados juntos com a pessoa amada que está ali dentro. Queremos que a atenção seja direcionada para nossa dor e não para o morto.

    O egoísmo atingiu patamares divinos em nossa sociedade. E cada um, sem exceções, quer ser o sol onde os planetas orbitam. Querem ser a estrela mais brilhante do firmamento, e se possível, que nossa dor seja acariciada por cada vez mais pessoas, e que se dane o outro.

    Filósofo cético, Edson moura

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  • 07/09/13--17:57: Eternamente jovens

  • Existe um marketing "idiotizante" que nos faz acreditar que devemos ser jovens o tempo todo, e funciona. Somos "jovialistas". Antigamente, cada idade era uma etapa de nossa existência que tínhamos que transpor a caminho da realização pessoal. A juventude vinha logo depois da infância, mas só por alguns anos. Depois vinha a maturidade que tinha seu culto na plenitude, e até mesmo a velhice era algo desejado e reverenciado.

    Mas em tempos modernos, ou como diz Bauman, "modernidade líquida", de uma forma forçada e postiça, abdicamos de todas as idades para nos reduzirmos ao perverso estado da inocência juvenil.

    Não se chega à consciência sem uma boa dose de dor. Os verdadeiros adolescentes, à medida que crescem e amadurecem, aprendem e internalizam esse fato, que faz parte de um movimento em direção à vida adulta. Já os adolescentes "artificiais", que batalham desesperadamente contra a inevitabilidade dos ciclos, tremem diante dessa ideia, procuram negá-la, fogem dela, abjuram a maturidade, a consciência e por conseguinte, o sentido existencial.

    Este pensamento tomou proporções gigantescas, e hoje, pode ser chamada "fenômeno social". Um bando de "Peter Pans", que tremem de medo de cortar o cordão umbilical com o seio materno, e firmar um contrato com a responsabilidade da vida adulta e autônoma. Quando tais atitudes se multiplicam, e se tornam este fenômeno social, já não são mais apenas patéticas, mas também perigosas.

    Uma sociedade em que a infância e principalmente a adolescência deixam de ser períodos de passagem, para se converterem em faixas etárias de aglomeração e engarrafamento, devido à recusa e ao abandono daqueles que a ultrapassaram para continuar seu desenvolvimento existencial, é uma sociedade que padece de ausência funcional de adultos, de carência de referências maduras e de saturação de comportamentos adolescentes.

    Nos convertemos em um vasto grupo humano sem líderes sábios, em uma massa de indivíduos que não transformam suas vivências em experiência. Somos uma sociedade de rumo imprevisível, de condutas inconstantes, de pronunciamentos confusos, quando não voluntariosos.

    Enfim, somos uma sociedade de púberes "Peter Pans", e vivemos à margem do mundo real, e nosso contato com ele (mundo real), nos provoca desencanto, frustração insuportável, chiliques inúteis, e o pior, nenhum aprendizado. Giramos no vácuo, sem rumo e nem propósito. Uma coletividade anêmica de adultos maduros.

    Uma sociedade empenhada em permanecer adolescente, vive no imediatismo, na fugacidade, nas rebeliões arbitrárias e manifestações confusas que a nada conduzem, apenas pelo prazer de confrontar as regras pelo simples fato de as regras existirem. 

    Filósofo cético, Edson Moura

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  • 07/10/13--19:28: "Inveja da lágrima alheia"





  • Sinto inveja dos que choram. Uma inveja que me atormenta à medida em que vou envelhecendo e vejo que as lágrimas não mais se apresentam. Nem olhos lacrimejantes, nem coração apertado, nem soluços contidos... Nada disso. Um ermo e solitário deserto. Um deserto árido é o que sinto que sou. Mas, mesmo nos desertos, ainda que em porções ínfimas, as lágrimas da noite se fazem presente, umedecendo a areia e deixando um orvalho rico para os seres que por lá vagueiam. Tenho inveja do deserto.

    Lembro-me da última vez em que chorei. E como foi bom. Na verdade foi uma das poucas vezes que chorei, depois de adulto. Malas prontas, violão e livros guardados, meu irmão com o carro parado à porta, esperando que eu me despedisse dos meus filhos. Era a separação. Já dentro do carro, ao ver de relance meu filho no portão, me olhando, não sei se com tristeza ou indiferença, pois tinha apenas 3 anos, elas vieram. Vieram com tamanha força que por mais que me esforçasse, não consegui contê-las. Chorei, e chorei de soluçar. Meu irmão nada disse, apenas respeitou esse meu momento.

    Como foi bom. Chorar não era ruim naquele momento. Me revelou o tamanho do amor que eu tinha pelos meus filhos, e como seria difícil a vida longe deles. Foi um choro efêmero. Rapidamente substituído por um ódio com as mesmas dimensões do amor. Odiei minha esposa. Odiei a mim mesmo me julgando culpado pelo rompimento. Hoje sei que não tive culpa. Mas, queria ter. Para quem sabe, poder chorar de arrependimento.

    Recordando agora daquele fatídico dia, não consigo fazer brotar uma lágrima sequer. Remoendo e remoendo as lembranças, vejo um solo estéril e totalmente sem possibilidades de gerar vida. Para onde forma minhas lágrimas? Se soubesse que me fariam tanta falta, as teria economizado ainda mais. Pergunto-me se a total ausência delas, não é a constatação que que não valorizo o que perco hoje. Acho que estou tentando me enganar. O que aconteceu foi que a vida me tornou duro demais, ou melhor, eu me tornei assim.

    Ainda ontem vi uma cena que me desmontou por completo. Meu filho mais velho, Jonas, ao me ver saindo com o mais novo, Cauã, para levá-lo à casa de sua mãe, após uma semana de férias comigo, veio correndo atrás de mim, e tocou em minha blusa, com os olhos cheios de tristeza e lágrimas e diz olhando para o irmão: "nem se despediu de mim né?". Senti inveja daquelas lágrimas que provavelmente correram pelo seu rosto jovem logo depois do abraço. Aquilo me deixou feliz, por saber que meu filho ainda não padece do mesmo mal que eu.

    Sofrer deveria ser obrigatório para alguns homens. Mas sofrer mesmo! Aquele sofrimento que faz desabar qualquer gigante. Que faz a mais dura rocha amolecer. Isso não quer dizer que não esteja sofrendo. Sofro por não sofrer o tanto que gostaria. Sofro por não chorar, e lavar minha suposta alma, e purificar meu suposto espírito. Sofro o sofrimento maior do homem. Aquele que ninguém percebe. Só nós mesmos.

    Filósofo cético, Edson Moura

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    CRER DA FÉ



    Por: Marcio Alves
     
    Fé da Fé está residida em sua “essenciabilidade” do essencial do crer pelo crer na crença essencial da fé. Somos o que acreditamos ser o crer da crença da fé pois se não crermos ou se deixarmos de crer no que cremos pelo que cremos do jeito em que cremos não estamos crendo em nossa crença do crer.

    A simbologia simbólica dos símbolos dos mitos “mitologizada” da Fé em um Deus humano de divino de tão humano encontra no Cristo histórico o mesmo significado da significância dos significados do Cristo da fé sem precisar ser ou deixar de ser o que era ou o que é pois foi o que foi para ser o que é da maneira como se vive em nossa fé.

    Seu nascimento do nascer sua vida do viver e sua morte do morrer encontram-se na fé sem precisar ser real si sendo real na fé pois na fé o torna real na realidade da fé do que crer sem perceber que a historia pode ser diferente do que de fato está em sua fé.

    O significado da essência dos significados significantes do cordeiro morto está em sua morte como morte da fé pelo fato de entender e aceitar por fé a fé do cordeiro imolado pela fé dos que creem sem de fato poderem provar que sua fé na fé do cordeiro morto precise de evidencias da evidenciação sendo evidenciado pela historia como fato consumado.

    A “sagradação” do sagrado do filho do homem ser o homem mais divino de homem encontra-se na sua historia contada e recontada pelas falas e escritas humanas que o descreve sendo o que foi e o que fez fazendo-nos crer que sua vida só foi vida vivida de maneira tão impactante pois encontra na historia  ao mesmo tempo em seu simbolismo simbólico sem precisar ter ocorrido de fato os fatos que marcaram e constituem a nossa fé pois fé da fé está em crer sem precisar ver os fatos que aconteceram no palco do acontecimento histórico literário pois a fé transcende os fatos “terrestriais”     sendo expandida a consciência do crer pela fé da fé na fé que nos faz crer e ver para além da história.

    Escrito por mim em 28/01/2010 ás 22:11 hrs e postado somente

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    Por: Marcio Alves

    Quem nunca ficou muito ansioso pra contar uma historia, lembrança ou momento para um amigo? Contar sua historia, seu momento, sua vida é tão importante quanto ter o vivido, pois quem da sua historia conta, a vive uma segunda vez e quem dela conta mais e mais vezes, vive sempre ela, varias e varias vezes, mas como se estivesse a vivendo pela primeira vez. Complicado? Vou explicar melhor e assim fazer a ponte entre a experiência-vivida, a experiência-vivida-contada e a experiência-vivida-contada na terapia.

    Toda experiência contada é uma reconstrução da realidade vivida, pois ao relatar a historia vivida é uma nova forma de reviver o que foi vivido sendo novamente (re)experimentado, portanto, falar sobre suas experiências é uma forma rica de evocar situações passadas e experienciar ela com novos olhares, sentimentos e sensações que tal qual a situação que não se repete nunca, sendo singular, tal qual também as sensações, lembranças e sentimentos novos e singulares que são trazidos ao contar e recontar toda vez a mesma historia que é sempre experimentada como nova e única.

    E por isso a terapia é sempre bem vinda em qualquer situação para qualquer pessoa, sendo um mito e pré-conceito a ideia de que frequentar a clínica é só para os doentes, pois tal pensamento, tal mito, empobrece a clínica psicológica e o sujeito que só fará uso dela (quem nutre tal pensamento) se encontrar em situação patológica. Não podemos esquecer que os males da alma não se limitam apenas e exclusivamente as doenças psicológicas, mas a qualquer ferida aberta no ser que por ser humano é frágil mesmo podendo se sentir (e se enganar) que esta bem, que é forte e saudável, pois a linha divisória de tais limites, entre o forte e frágil (estar forte e estar frágil) é muito tênue.

    Que encontra um espaço terapêutico para falar de si, da sua historia, de seus sentimentos e emoções encontra um oásis em meio aos maiores e piores desertos da existência. Poder contar e recontar sua historia, reviver suas emoções é uma oportunidade rica e em si mesmo potencializadora, pois relembrar até mesmo momentos difíceis, verdadeiros traumas, dores e sofrimentos existenciais que foram superados, aumenta e muito nossas forças e capacidades de enfrentar novas situações adversas.

    Enfim ter um espaço onde você poder ser totalmente verdadeiro consigo, onde você pode contar e recontar sua historia sem medo de ser por isso ser tido como enfadonho, poder chorar e desabafar seus traumas e dores sem ser desprezado e tido como fraco, viver um momento, um espaço que é só seu e todo seu, podendo reconstruir novos sentidos e significados para sua existência, encontrando liberdade para expressar seus medos e anseios mais profundos, desejos e fantasias mais reprimidas, sendo isto uma forma de você poder colocar literalmente “pra fora” o que esta te sufocando e até te matando por dentro, já são em si motivos mais que importantes pra te levarem a fazer terapia...terapia (ou analise) é tão fundamental que penso ser uma coisa que deveria nos acompanhar para o resto de nossas vidas.

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    Crença da alma



     

    Por: Marcio Alves

    Paul Tilich já dizia que Deus está para além de Deus, ou seja, qualquer construção teológica de deus, não passará disto, de uma teologia idealizada, pensada e crida, mas não será Deus mesmo.

    Acredito que o grande erro não esta propriamente nas ideias que desenvolvemos sobre Deus, mas sim, na arrogância de se achar que a nossa teologia é a única verdade sobre Deus, fazendo dos conceitos sobre Deus um ídolo que não é, e nem pode ser Deus mesmo, pois Deus não cabe, e, extrapola os limites de toda e qualquer teologia.

    As ideias sobre Deus não muda quem de fato Deus é, e, continuará sendo, pois sempre foi quem de fato Ele é não deixando de ser, mas as ideias que temos sobre Deus, nos muda, e, por isso devemos nos preocupar, pois como bem disse Angelus Silesius: “O olho pelo qual Deus me vê é o mesmo olho através do qual eu vejo Deus”.

    Então eu chego a triste, mas verdadeira constatação de que: Nada revelou ou poderá revelar o Ser de Deus completamente, pois mesmo as pretensas revelações bíblicas, não passaram de revelações humanas de suas experiências vividas com o deus de suas psiques.

    Resta-nos fazer o nosso caminho, construindo a parti das nossas experiências com o divino, a nossa compreensão, sem ter a pretensão de que nossa “verdade” tenha que ser “verdade” para o outro, pois assim como nós, cada um terá a sua própria experiência com o divino.

    Sendo Deus de fato, e, só podendo ser, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, o Deus de Marcio, Eduardo, Esdras e Wagner, pois cada ser singular terá a sua singularidade de experiência e dentro disto e a parti disto, construirá sua própria percepção de Deus, não tendo e não sendo a inútil pretensão de Ser o Deus mesmo.

    Escrito por mim em 07/02/2010 e só postado hoje

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    Eunice, uma mulher linda, corpo perfeito, olhos penetrantes e sensuais. A quem diga que ela preenchia todos os quesitos exigidos por Edson. Casaram-se viveram com intensidade este casamento por 18 anos. Edson era feliz, e Eunice dizia que o amava praticamente todos os dias. Mas, um dia qualquer, que posteriormente seria chamado de “fatídico dia”, Eunice estava cozinhando quando algo aconteceu na cozinha e chamas foram vistas por Edson, que estava na sala lendo uma revista qualquer.

    Correu até o cômodo e presenciou sua esposa totalmente em chamas da cintura para cima. Em desespero abraçou-se a ela e conseguiu extinguir as chamas que já havia feito um grande estrago em seu belo rosto e seios. Edson também sofreu queimaduras nos braços e rosto, mas não tão severas quanto às de Eunice.

    Cinco meses em coma em um hospital, entre melhoras e pioras, e todos os dias Edson Steve ali, ao lado de sua esposa, segurando em sua mão, dizendo coisas bonitas, e às vezes eróticas em seu ouvido, pois sabia que ela podia ouvir, e que gostava daquilo. Certo dia, já exausto de ficar o tempo todo sentado ao lado da mulher, Edson resolveu deitar-se num dos quartos ao lado do de Eunice, mas, antes de sair, pediu à enfermeira que estava de plantão, que o chama-se caso Eunice acordasse.

    Por volta de 6 da manhã Eunice acorda, e como sempre foi muito vaidosa, pediu imediatamente um espelho para verificar o estado de seu rosto. Ficou horrorizada com o que viu. O fogo destruiu todo seu couro cabeludo, deformou sua face, seus lábios foram submetidos a várias cirurgias, mas ainda assim, estava horrível. Um de seus seios precisou ser tirado, e uma grande cicatriz tomou o lugar do que antes era o mais perfeito dos adereços femininos. Chorando dizia que estava acabada, que ninguém mais olharia pra ela sem sentir nojo e pena, e que até seu marido já havia abandonado. A enfermeira interveio dizendo que não, que seu marido estava no quarto ao lado, e que foi a única vez que ele dormiu longe dela desde  que o acidente a deixou em coma.

    Eunice saiu pelos corredores, e a cada pessoa que encontrava, notava a cara de pavor que faziam ao vê-la, sentiu-se um lixo. Ao entrar no quarto onde Edson repousava, e viu de óculos escuros e com uma cicatriz também no rosto. Ela chamou seu nome e Edson acordou, e tateando chegou até a esposa, e abraçou, e falou que a amava, e que estava feliz por ela ter acordado.

    Mas Eunice perguntou o porquê dos óculos escuros. Então Edson respondeu que ao tentar apagar o fogo, seus olhos foram queimados e ficara totalmente cego. Edson disse que Deus faz as coisas certas, e que havia um propósito para que ele tivesse ficado cego. Eunice sabia exatamente o motivo.

    Foram para casa e viveram felizes por mais vinte anos. Ele dizia que ela era linda, ela ria dizendo que ele era cego e, portanto não tinha como saber. Faziam sexo quase todos os dias, e tudo corria muito bem. Até que Edson descobriu que tinha desenvolvido um câncer no pulmão, lhe restando apenas dois meses de vida. Então morreu.

    Edson era doador um universal de órgãos. Depois de alguns meses, uma mulher toca a companhia na casa de Eunice. A mulher se apresenta como Sofia e diz que veio apenas para agradecer a família do doador que proporcionou ao seu filho uma nova vida. Eunice se emocionou ao saber que uma parte de seu esposo ainda vivia em outra pessoa. Tomaram um café, contaram algumas histórias engraçadas sobre como o Edson gostava de manipular as pessoas, e se dizia um mestre na arte da mentira. Ele sempre dizia que algumas mentiras nos mantém amigos, e outras mentiras podem deixar as pessoas mais felizes.

    Ao se despedirem, Eunice, curiosa perguntou:

    Qual foi o órgão que seu filhinho recebeu?

    A mulher, com lágrimas nos olhos, respondeu:

    As córneas! E meu filho hoje só pode ver o mundo graças ao seu marido. Muito obrigada.

    Moral da história, para quem não entendeu. Às vezes, precisamos fingir que não ouvimos para não nos metermos em confusões e discussões desnecessárias. Já outras vezes, precisamos nos fingir de cegos, para vivermos felizes com uma pessoa que não suportaria que víssemos as coisas feias que carregam por dentro... ou por fora. Nessas horas o amor fala muito mais alto.

    Filósofo cético e apaixonado por Eunice, Edson Moura.

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    O amor universal do amoroso Ser




    O amor universal do amoroso Ser que ama sendo amor e se doando em amor pelo amor que ama a todos nós em amor indistintamente e ilimitadamente tendo como padrão de limite o seu próprio Ser que é não sendo e podendo ser medido pelo nosso amor que ama mas receosamente somente os que nos amam numa espécie de reciprocidade egoísta e retribuitiva.

    A justiça do Ser que transborda em amor se cumpre em si sendo injustiça para nós pois não compreendemos a compreensão misericordiosa do bondoso e justo amor que de todos quer bem e no final salvará seja pela salvação da salvação ou a salvação da deletação do existir a vir não existir na não existência da existencialidade.

    O crer da fé do amor não há descriminalização na exclusão dos excluídos da religião pois vê cada ser como filho do Ser e tendo direito por existência a viver como bem quiser existir e não vir a existir na existência das forças do bem e do mal tendo escolhas através da livre opção de ser e fazer não mais por medo de castigo ou recompensa interesseira não amando e vendo o outro como companheiro na jornada mas como inimigo.

    Antes corajosamente através da coragem de ser corajoso se lança na vida para o que der e vier sabendo sua responsabilidade diante da vida por sua consciência livre porque o julgamento não terá por juiz o grande Ser mas sim as consciências sendo absorvidos não pelo arrepender-se mas por amor e decisão unilateralmente divina,não coagindo e não subornando os seres pela corrupção da barganha mas livremente se deixa vir para ir sendo tudo no final convergindo Nele seja para o aniquilamento total e imparcial ou a salvação total.

    A religião do amor é a religião universal inclusiva e não preconceituosa da admissão criteriosa e infundada das qualidades de santidades doentias embaladas nas regras dos regreiros sem amor vivendo a hipocrisia da perfeição não perfeccionada dos imperfeitos humanos mas antes é a beleza indescritível da tolerância e respeitabilidade se tendo como única regra o viver a vida seja o que der e o que vier pois confia depositando sua confiança no Ser confiável que é não restringido a classe grupos e raças mas antes é o Ser de todo universo de mundos de multidões.


    Escrito por mim em 26/02/2010 ás 22:30 hrs e só postado hoje



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    Por Edson Moura

    "De que vale o eterno criar, se a criação em nada terminar? Se perderão num imenso nada e, mesmo depois de ficarem famosos por suas teorias, cairão num mar de esquecimento, pois entenderão que não passam de “produtos de suas épocas”, saberão que não são eternos como eu."“Sede fecundos e multiplicai-vos”, foi o que eu disse. Mas, sinto uma necessidade urgente de rever meus cálculos. O homem, minha criação magnífica, aparentemente conseguiu cumprir uma de minhas ordens finalmente, entretanto, talvez esta seja a única das ordenanças que eles deveriam ter ignorado. Mea culpa!

    A população Mundial explodiu de forma descontrolada, passando de um para dois bilhões de pessoas entre 1850 e 1925, um intervalo de apenas 75 anos. Passou de dois para três bilhões de pessoas entre 1925 e 1962, 37 anos. Continuou a se multiplicar e chegou a quatro bilhões de pessoas de 1962 a 1975 - 13 anos. De quatro para cinco bilhões de pessoas entre 1975 e 1985 - 10 anos. Continuou sua reprodução e alcançou o numero alarmante de 5 a 6 bilhões de pessoas entre 1985 a 1994 - 9 anos. E por fim, me causa espanto o que observo hoje. A humanidade passou de seis para sete bilhões de pessoas entre 1994 a 2011 - 17 anos. Não é preciso ser Deus para saber que a matemática não mudará sua lógica. 

    Se a natureza não encontrar uma maneira de “se purificar”, acredito que nem eu poderei impedir a extinção desta espécie. Ao longo dos séculos, tentei impedir que o fim chegasse. Mandei dilúvio, incitei batalhas sangrentas, criei líderes megalomaníacos que, sem saber, trabalhavam para mim, com o intuito de diminuir a quantidade de pessoas. Mandei a Peste Negra, terremotos, maremotos, causei vazamentos em usinas nucleares, desenvolvi em meu tanque de experiências, doenças incuráveis, doenças, me matavam rápido, outras que aniquilavam aos poucos. Nada funcionou. A capacidade de procriação de minha criação é absurdamente rápida. Perdi o controle.

    Como ratos no porão de um navio, comendo e se procriando desordenadamente até sue número ser tão grande que o único alimento que terão será o próprio navio, ou uns aos outros, assim vejo o triste fim do homem. Sei que a “pequena esfera azul não suportará vinte bilhões de homens, mulheres e crianças... muitas crianças. Será uma cena “Dantesca”, corpos amontoados uns sobre os outros, apodrecendo, matando, roubando, infectando. Interessante eu pensar no homem como um rato. Talvez seja porque fora com esses animaizinhos que eu consegui exterminar um terço da população europeia, cerca de setenta e cinco milhões de humanos, logo depois de matar dois terços da população chinesa. Na época, foi um sucesso. A Europa enfim soergueu-se, tendo uma explosão intelectual, artística e principalmente, no campo das ciências médicas. 

    Os que sobreviveram, começaram a traçar novas metas para seu futuro. Vacinas foram criadas, curas encontradas, a higiene deu um salto enorme, evitando assim a maioria das doenças que realmente matavam rápido. Mas, mesmo depois dessa diminuição drástica e da riqueza que conseguiram com a sobra de terras, alimentos e ar puro, o homem iniciou novamente seu crescimento. Enterraram a cabeça na areia como avestruzes, ignorando o perigo a sua volta, um mecanismo de defesa que certamente a natureza lhes deu á medida que iam evoluindo. A negação.

    Como crianças que escondem o rosto, acreditando que não podem ser vistas, assim são os adultos. Não pensam em sua extinção, não pensam que a explosão demográfica será o seu fim, não o Apocalipse narrado por João na ilha da Patmos. Até certo ponto, os que acreditam na minha existência estão certos ao dizerem que o fim está próximo, com suas profecias escatológicas eles predizem algo que no fundo não sabem como se dará, mas sabem que acontecerá. Chegará e não tardará o dia em que eles terão que escolher entre caminhar entre corpos em putrefação ou cometer um suicídio altruísta, dando a chance dos mais novos viverem. É isso, ou uma esterilização em massa dos povos mais pobres, da escória que contamina o mundo se reproduzindo como um vírus replicante até que seu número destrua o hospedeiro, e o hospedeiro desta vez não é um organismo vivo, mas sim, a própria Terra.

    A crença na criação já é obsoleta, a Seleção Natural é coisa do passado, o que vejo agora é a Seleção Artificial. O homem já manipula seu código genético, já elimina doenças hereditárias, já desenvolve seres mais fortes e que viverão muito mais do que eu imaginei para eles. A criatura se rebelou mais uma vez contra seu criador, não aceitando o maior presente que lhes dei, a saber, a finitude. Quando não mais morrerem, eu me tornarei obsoleto também. Desnecessário. E por fim, jamais acreditarão que eu os criei. E tudo parecerá como um castigo. Sua extinção será desencadeada justamente no momento em que pensarem que não mais precisam de mim. Um final poético até.

    Para um Ser perfeito como eu, nada se encaixaria melhor nesta tragédia que criei, do que a morte para todos que não creram em mim. Se algum dia, uma nova raça vier a povoar a pequena esfera azul, e encontrar o livro onde sábios homens falaram de mim, é bem possível que eu mesmo seja ressuscitado e volte a habitar o coração dos povos, e volte a ser o maior e mais poderoso Ser de todo o universo. E serei lembrado eternamente como o “Deus que aniquilou toda a humanidade pecadora”. E nunca saberão, na limitação de seus intelectos, se eu fiz tudo isso, ou se fizeram a si mesmos.

    Ass, Deus

    Uma analogia a teoria Malthuziana da explosão demográfica

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    Deus está com seus dias contados, é o que penso. Um dos poucos esconderijos que ele ainda possui é justamente aquele que tornou-se alvo do exame científico. Os mistérios atribuídos a Deus pela falácia da complexidade irredutível, ou seja, se uma coisa é por demais complexa para que a entendamos, logo, fora projetada por Deus. 

    Ao longo dos anos muitos se calaram, pois soavam absurdas demais suas teorias sobre a evolução dos organismos. Se existe algo que esses propagadores da teoria do "design inteligente" deveriam fazer é apelar, com lágrimas nos olhos, aos cientistas menos preocupados com a explicação do inexplicável dizendo assim: 

     _Se vocês não entendem como as coisas funcionam, não há problemas, simplesmente esqueçam tudo e digam que Deus as criou. Vocês não fazem a menor ideia de como um impulso nervoso funciona? Tudo bem! Não entendem como as lembranças se fixam em nossos cérebros? Excelente! A fotossíntese é um fenômeno absurdamente complexo? Maravilha! Por favor, não saiam trabalhando em cima do problema, apenas desistam e apelem a Deus. Caro cientista, não estudem seus mistérios. Tragam seus mistérios à nós, pois podemos usá-los. Não desperdicem suas ignorâncias pesquisando por aí. Precisamos dessas preciosas lacunas para usarmos como último refúgio de Deus". 

    Santo Agostinho disse de forma bem clara: "Existe outra forma de tentação, ainda mais perigosa. É a doença da curiosidade. É ela que nos leva a tentar descobrir os segredos da natureza, segredos estes que estão além de nossa capacidade de compreensão, que nada nos podem dar e que nenhum homem deveria tentar descobrir" 
     Noreda Somu Tossan

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  • 10/26/13--20:52: Não existem provas...ainda.
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    Adicionar legenda


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  • 11/03/13--14:33: Alguns aforismos do Noreda









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  • 11/03/13--15:09: Quero comprar um amigo

  • Quero comprar um amigo
    Não importa o preço, eu pago
    Quero comprar um amigo
    Se for para sempre não acharei caro.

    Me vende um amigo seu?
    Vejo que você tem vários.
    Me vende um amigo seu?
    Amigos já estão raros.

    Pode ser um fingido
    Que me engane quando me abraça
    Pode ser um fingido
    Que contente iludido me faça.

    Mas me venda um amigo solteiro
    Que não me troque por uma mulher
    Só quero daqueles livres
    Que me visite quando quiser.

    Não sei se terei dinheiro
    Mas tudo que tenho darei
    E quando me perguntarem
    Comprei-o é o que direi.

    Fiquei pobre e miserável
    Vivendo como um mendigo
    E ao meu lado quando olharem
    Sempre o verão comigo...

    Quero comprar um amigo.

    Edson Moura

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  • 11/05/13--17:25: O Provocador


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  • 11/17/13--13:16: Fé re-condocionada

  • Por Edson Moura
    Longe de mim querer elucidar as grandes questões existencialistas que povoa a mente de muitos de nós, mas pelo menos às minhas luto em encontrar respostas. Em algum comentário a um amigo em outro artigo, disse que ele não pensa o que acha que pensa, mas na verdade, todos nós acreditamos que estamos pensando o que queremos, o que não passa de auto engano.

    Sempre fomos condicionados a ouvir o que os nosso cuidadores nos dizem, coisas do tipo, Não atravesse a rua sem olhar para os dois lados, não pule da beirada de um prédio, não enfie o dedo na tomada, não se aproxime de um cão que late ferozmente e tantas outras coisas. Tendemos a repassar esses cuidados a nossos descendentes. Com a religião não foi diferente.

    Não acho ser tarefa fácil deixar de acreditar em algo que por tantos anos nos foi passado de geração a geração. Cremos mesmo quando não queremos crer. Evoluímos mas não deixamos de repetir aquilo que nos foi ensinado. Alguém disse uma vez: "De me uma criança e lhes devolverei um homem", isso não mudou. Boa parte de nossas crenças vem de berço. Da ingenuidade de nossos pais ao pedir que agradeçamos ao papai do céu pelo alimento, à desculpa que nos deram quando diziam que nosso cachorrinho morto ou nossa mãe falecida está morando no céu com Deus. Tudo fica firmemente arraigado na mente da criança. E depois que cresce, ela tenderá a ensinar os seus com as mesmas técnicas.

    Nem toda evolução é boa. Temos o exemplo do vírus da gripe que não me deixa mentir (sozinho). Da maneira como venho criando meus filhos, é bem possível que meus bisnetos pensem bem diferente com respeito à religião. Crio-os como ateus, mostro-lhes que a religião foi importante, mas que nada é factual. Talvez seja um desserviço à sociedade (como muitos dizem), mas continuo agindo da maneira que considero achar mais saudável para suas mentes ainda em formação.

    Outro amigo certa vez disse que todas as nossas conversas descambam para a religião, não poderia ser diferente, a religião está entronizada em nosso meio assim como a capacidade de se apaixonar e acreditar que aquela pessoa é a mais bela, e mais carinhosa e a mais perfeita entre todos as outras disponíveis. Toda crença é cega (crença religiosa), somos como insetos navegando sem bússola rumo à luz de uma vela. Esses insetos acreditam estarem fazendo a coisa certa, pois qualquer ponto luminoso fixo serve-lhes como farol, sejam a lua ou as estrelas, ou a chama de uma lamparina. Eles agem “errados e certos”, “certos mas errados”, pois seguem seus instintos mais primitivos, mas não calculam o efeito colateral, que é o suicídio acidental.

    Com a religião é da mesma forma. Todos querem usar as narrativas religiosas como bússola para sua vidas, e não contam o efeito colateral que é a anulação de sua razão. Crer é algo perfeitamente natural e deriva da evolução, mas chega um tempo em que devemos questionar até mesmo aquilo que julgamos ser a verdade de nosso sábios pais, nosso pastores e nosso livros milenares.

    Lutero disse algumas coisas que me deixam estarrecido, não só pela ousadia pretensiosa de sugeri-las, mas pela lógica racional com que desenvolveu tais pensamentos.

    "A razão é o maior inimigo que a fé possui, ela nunca aparece para contribuir com as coisas espirituais, mas com frequência entra em confronto com a palavra divina, tratando com desdém tudo que emana de Deus" Lutero

    "Quem quiser ser cristão, deve arrancar os olhos da razão" Lutero

    " A razão deve ser destruída em todos os cristãos" Lutero

    "Todos são pensamentos inteligentemente projetados para fazer com que os mais despreparados intelectualmente fossem os maiores propagadores da fé, e funcionou, e hoje é visto como motivo de orgulho, a fé ter sido mantida e disseminada por grupos de analfabetos." Edson Moura

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  • 12/25/13--04:29: O Provocador 0121


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    Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 devem ser divulgados nos dias 3 ou 4 de janeiro de 2014 (sexta ou sábado), segundo o Ministério da Educação (MEC). Na segunda-feira, 6, começam as inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para as vagas do primeiro semestre de 2014.

    A pasta divulgou nesta segunda-feira, 30, o cronograma do Sisu e confirmou a divulgação do resultado do Enem. Para concorrer a uma vaga em instituição pública de ensino superior pelo Sisu, é preciso ter feito a última edição do Enem e não ter zerado a redação. O número de vagas será divulgado na abertura do processo de inscrição.

    Resultado do Enem 2013

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  • 02/15/14--12:05: A arte de se fazer entender


  • Por Edson Moura

    Hoje tudo tem um ar diferente em minha vida. Hoje escolhi o que quero fazer para o resto dela. Interessante como mudamos de opinião, aliás, digo mais, a pessoa que não revê suas opiniões de tempos em tempos, está fadado à infelicidade. Já quis ser garçom. Também já quis ser sommelier... fui os dois. Já quis ser motorista já quis ser gerente...os dois também fui. Já quis ser pai, assim como quis ser também um bom filho... dizem que tive sucesso em ambos os casos. Hoje quero ser outra coisa, bem diferente de tudo aquilo que sempre quis ser. Quero ser justo.

    Quero “vestir aquela roupa de super-herói” lutar contra tudo e contra todos os que oprimem os inocentes, os desfavorecidos de conhecimentos específicos, os incultos, os sofredores. Quero ser advogado, quero ser juiz, quero ser delegado de polícia, funções estas que têm como principal fundamento, o dever de ser justo.

    Quero entender aquilo que as pessoas não conseguem verbalizar, quero ser seu tradutor para as manifestações mais particulares, mais intimas e mais dolorosas. Aquelas dores que jamais podem ser verbalizadas, pois toda vez que tentamos fazer isso, uma força devastadora, mundialmente conhecida como “lágrimas”, tomam à frente das palavras, e por mais que tentemos tomar fôlego, nada impede que nossa voz se embargue e que os soluços tornem impronunciáveis até as frases mais curtas como; “está doendo muito!”

    A arte de comunicar é intrínseca ao advogado. Pois é por meio de sua retórica que os jurados serão tocados profundamente. O advogado é o artista de teatro mais eficaz de todos. Não há sequências de gravação, não há recortes, não há regravação de cenas para que possam ser melhoradas. O improviso impera no seio dos tribunais do júri. É necessário que cada palavra pronunciada por um advogado, seja como uma fecha certeira nos corações dos jurados e dos juízes. É preciso mostrar que aquela dor intraduzível de um réu ou de acusador, pode ser a dor de qualquer um deles.

    Não é preciso mostrar a imagem de uma mãe chorando sobre o caixão de um filho morto. Basta mostrar esta mesma mãe arrumando a cama do mesmo, e fazê-los entender que nunca mais se deitará sobre ela o filho que já não há. Não é necessário uma narração dos fatos, que contenham ideias de terror, de "hediondez" ou de requintes de crueldade. Basta tornar possível que os outros se imaginem no lugar do pai, irmão, ou amigo que nunca mais poderá dizer ao ente perdido: “eu te amo”. Tudo isso se faz com palavras. E quando eu digo “mostrar uma imagem”, não estou falando de uma imagem literal, mas sim de uma imagem mental. Uma cena criada no cerne da mente daquele que tenta se colocar no lugar do outro.

    É isso que faz um advogado. Ele tem o poder de transportar seus ouvintes, de sua zona de conforto, para o cume de uma montanha, de onde ele, ali, isolado em seus pensamentos, possa ter uma visão mais clara daquele universo que por vezes lhe é alheio. É preciso causar dor, para que a justiça seja feita, porque do contrário, o que veremos é uma enxurrada de palavras técnicas, totalmente estéreis, sem o mínimo poder de persuasão. Palavras estas que não farão ninguém chorar, na melhor das hipóteses, só os farão...cochilar, demonstrando assim o quão ausente está de suas palavras, a arte de se fazer entender.

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    Por: Marcio Alves

    "...sei que mesmo que para alguns não tenha valor ou utilidade o que escrevo e digo, para outros é importante e é por esses que continuo no caminho de ajudar através dos meus textos..."
    O sentido da existência só pode ser dado depois de ser vivido é assim que vivo e por assim viver é assim que penso, pois só sabemos que vivemos uma vida plena quando olhamos para o passado e somos gratos a ele por ter nos trazido até aqui e feito de nós sermos o que somos ao mesmo tempo em que olhando para o futuro desejando continuar sendo e tendo o que somos e o que vivemos.
    "As circunstancias mudam, o tempo muda, os valores mudam"
    A essência da minha vida é repensar tudo que leio, vejo, sinto, penso e vivo, compartilhando através da escrita, emprestando meus olhos e coração, para todas as pessoas que me leem e ouve. Minha historia é essa e meu destino é continuar essa historia – nas palavras de Nietzsche “torna-te quem tu és”.
    "Hoje entendo que minha vida é incompleta sem o outro, que a essência é compartilhar com e para o outro minhas experiências e pensamentos"

    Vivi minha vida inteira – e até recentemente há 3 anos atrás – na igreja, onde tudo em mim e em torno de mim girava em falar (pregar) aos crentes e a todos quantos tivessem disponíveis para ouvir a mensagem cristã através da minha voz, ou seja, o sentido da minha historia é repensar tudo para depois passar para as pessoas o que pensei, tanto em forma oral quanto escrita, tendo como maior proposito o provocar reflexões. O que significa dizer que hoje troquei a mensagem evangélica pela mensagem filosófica e psicológica, mas, no entanto, continuo falando e escrevendo para as pessoas.
    "...quero voltar novamente a ver no rosto e no olhar das pessoas aquele mesmo brilho de sentido que elas manifestavam com minha oratória..."

    Essa foi, e é, e desejo que continue sendo minha essência, meu sentido, meu caminho: antes usava a religião cristã, hoje uso a psicologia, antes escrevia no orkut, depois blog, agora no facebook, e no futuro desejo escrever livros e teses. Antes pregava na igreja, hoje falo para auditórios em apresentação de trabalhos acadêmicos, no futuro quero ser professor e palestrante.
    "...ter consciência, aceitar e usar seu lado “negro”, “oculto” e “mal” ao seu favor é uma forma de se tornar um ser humano completo, sábio e maduro: negar é viver infantilizado, fraco e incompleto. É desconhecer a si mesmo, não se aceitar inteiramente, recusar não ser totalmente você mesmo. É viver as próprias margens da sua própria existência."

    Perceba que na essência não mudei. Meu caminho é o mesmo só mudou meu jeito de caminhar e de ver a paisagem no percurso do caminho. Desejo ainda continuar uma vida que seja de doação para o outro, tenho prazer e sentido em me dar para outro. Claro que não me iludo, sei que no fundo, lá no meu inconsciente consciente tenho como pano de fundo o desejo narcisista de ser ouvido, de ser reconhecido, aplaudido, de ver que minha vida faz sentido para o outro, que é importante, que gera diferença que faz a diferença.
    "O sentido da existência só pode ser dado depois de ser vivido..."

    Mas penso que ter consciência, aceitar e usar seu lado “negro”, “oculto” e “mal” ao seu favor é uma forma de se tornar um ser humano completo, sábio e maduro: negar é viver infantilizado, fraco e incompleto. É desconhecer a si mesmo, não se aceitar inteiramente, recusar não ser totalmente você mesmo. É viver as próprias margens da sua própria existência.
    "...só sabemos que vivemos uma vida plena quando olhamos para o passado e somos gratos a ele por ter nos trazido até aqui..."
    Hoje entendo que minha vida é incompleta sem o outro, que a essência é compartilhar com e para o outro minhas experiências e pensamentos, sei que mesmo que para alguns não tenha valor ou utilidade o que escrevo e digo, para outros é importante e é por esses que continuo no caminho de ajudar através dos meus textos, frases, pensamentos, do meu compartilhar experiências, e futuramente, através do discurso quero voltar novamente a ver no rosto e no olhar das pessoas aquele mesmo brilho de sentido que elas manifestavam com minha oratória.
    "...emprestando meus olhos e coração, para todas as pessoas que me leem e ouve..."

    As circunstancias mudam, o tempo muda, os valores mudam, mas o caminho continua sendo o mesmo caminho, o mesmo processo de escrever minha historia, meu destino, minha vida e isso duplamente: tanto na vida como literalmente na escrita, pois afinal, todo escrito é autobiográfico, falamos mais de nós mesmos do que do outro embora seja para e por causa do outro.
     
    "...hoje troquei a mensagem evangélica pela mensagem filosófica e psicológica..."

    Para ler minhas frases no facebook acesse e add no link: https://www.facebook.com/marcio.alves.98837

     
     

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